Não sei se falo da palavra NUNCA ou da minha querida Lola. É verdade... vou resumir para vocês entenderem. Sabe aquela pessoa que diz: Ah! Eu nunca faria isso!... Eu nunca teria isso!... Pois é... eu sempre dizia: eu nunca teria um cãozinho!!! Deus me livre! Um cachorro na minha casa, sujando o meu piso, fazendo caca pela casa toda... jamais...
Mas, como tudo na vida da gente é uma eterna surpresa, comecei a trabalhar numa escola, com muitas professoras, mães de lindos cãezinhos. Na hora do recreio, eu achava um absurdo os comentários que elas faziam e aproveitava para insistir nos meus argumentos, principalmente quando elas alegavam que os cães só faltavam falar, que entendiam tudo, que faziam pirraça, que ficavam tristes, depressivos, enfim, eram como gente, mas mudos.
Como já diziam os mais velhos: nunca podemos afirmar “O NUNCA” e esta convivência foi me contagiando, era tanto carinho que soava das palavras delas, tanto amor, tanto reconhecimento e gratidão por estes pequeninos, que fiquei instigada a comprovar isso.
Minha primeira experiência não foi boa. Peguei uma Schnnauzer linda, branquinha e com 4 meses. Em duas semanas desisti. Além de ser muito agressiva, eu chorava mais do que ela quando saía para trabalhar. Quando chegava, o espaço que ela estava era pura sujeira e lá ia eu, aos prantos, limpar todo o espaço arrependíssima pela escolha que tinha feito e mais certa de que meus argumentos eram verdadeiros. Acabei por optar em doá-la para uma colega de trabalho, mesmo sabendo que estava recente e que precisava de tempo para adestrá-la.
Desisti e tive a certeza de que NUUUNCA mais ia querer uma cachorrinha na minha vida. Olha aí a palavra nunca de novo.
Um dia, passeando despretensiosamente por uma feira, paramos num stand de filhotes de cães. Imediatamente vi um Spitz Alemão, também filhotinho. Achei lindo e na hora me encantei. Parecia que ele falava comigo... ops! Como assim? Isso não existe. Eu não acreditava nisso. Desmotivada pelo meu namorado e por uma amiga, que me fizeram voltar à razão, lembrando-me da experiência anterior, resolvi ouvir a voz da consciência. Voltei para casa de mãos abanando e o que me consolava era a desculpa de que eu ia pesquisar sobre esta raça, para não me decepcionar depois.
No dia seguinte, sem pesquisar nada, liguei no canil. O cãozinho havia sido vendido na noite anterior. Paciência, não era para ser. Mas teimosa como sou, resolvi visitar todos os pets de Brasília. Entrava e saía, com a sensação de que aquilo era a coisa mais importante que eu tinha para resolver naquele dia. Já exausta e desanimada, pois ninguém tinha o Spitz Alemão, entrei num pet, decidida de que seria o último e encontrei-me com a mãe de uma ex-aluna. Ela estava abraçada a uma linda cadelinha, a coisa mais fofa e dengosa do mundo. Perguntei qual era a raça e ela prontamente me respondeu: a raça mais calma que conheço - uma Shih Tzu. Esta tinha sido a informação que eu recebera em toda a minha peregrinação. Porque você não escolhe uma Shih Tzu? Você vai adorar! Eles são fofos, calmos, companheiros, higiênicos e etc e tal.
Saí de lá pensando e decidi que iria só a mais um pet, o mesmo que eu busquei a minha cachorrinha anterior.
E foi lá que eu tive a certeza de que eu estava errada o tempo todo. Lá estava a minha filhota, me esperando. Uma Shih Tzu, linda, pequenina, dengosa e pela qual eu me apaixonei na hora. Decidi, liguei para o meu namorado buscando apoio e o obtive na hora. Chamei uma amiga e pedi que me acompanhasse, afinal eu ia sair com a minha filhota da maternidade e precisava de ajuda. Foi assim que me senti. E agora, qual seria o nome? Veio na hora, sem pedir a participação do meu namorado e de maneira autoritária e possessiva, a batizei de LOLA. Sabe aquela coisa de nem ter pensado antes, mas ao olhar para ela, tão sedutora, foi esse o nome que veio de imediato. Adquirida, batizada e já com a madrinha escolhida, hora de fazer o enxoval e de pensar em como alimentá-la.
Como não me sentir mãe? Aquele serzinho, tão pequenino, tão dependente, olhando para você, como se você fosse a única salvação, me dominou completamente e hoje , confesso, assumo e declaro: SOU APAIXONADA PELOS CÃES.
Iniciada a saga, de mãe consumidora, com fama de que gosta de coisas boas, de andar sempre arrumada, comecei a carregar o estigma de que ela seria a expressão da mãe: uma cachorrinha chique.
Nada melhor do que buscar, ir atrás e querer. Na verdade me frustrei um pouco. Nas minhas compras no mundo pet, encontrei muita coisa de péssima qualidade, com combinações nada harmoniosas ou até mesmo exageradas.
Hoje, tenho continuado a buscar e espero muito poder compartilhar com vocês. Não que eu queira uma cachorrinha com jeito de gente, mas quero tudo que a proporcione conforto, uma vida saudável e a faça feliz!
Outro dia ouvi o seguinte: acho um absurdo você estar assim. É só uma cachorra! Minhas amigas, as que já me conhecem e para as que estou conquistando, sou extremamente cuidadosa e certa daquilo que escolho para mim e para os que me cercam. Não a escolhi por lazer, nem por leviandade, nem por modismo. A escolhi por amor, por vontade de cuidar e dar carinho, portanto ela merece todo o meu respeito. É assim que faço as minhas escolhas e é assim que convido a todos para compartilhar comigo o sentimento de se ter o verdadeiro carinho, despretensioso e leal, dos nossos cãezinhos!!!


Adorei o primeiro post! Adorei mesmo!!!
Own...amei conhecer toda história da Lola e sua saga no mundo pet.
Só quem tem sabe os anjos que eles são em nossas vidas!
Beijos no coração e um cheiro da Cindy!
www.mentevaziaeoficinade.blogspot.com